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manifesto
em favor da lei de cotas
Dia de Mobilização
Nacional Pró-Saúde da População
Negra
27 de outubro de 2006
http://www.mobilizacaosaudenegra.blogspot.com
Texto
enviando para a lista da Rede do 3° Setor em 10/10/2006,
selecionado pelo BSAG.
http://br.groups.yahoo.com/group/3setor
Mobilização
No Dia de Mobilização Nacional Pró-Saúde
da População Negra – 27 de outubro,
acontecerá em todo o Brasil uma série de atividades
para ampliar o debate sobre o racismo e sua relação
com saúde e informar a população sobre
seus direitos. É preciso que todos e todas saibam
que racismo, discriminação e intolerância
não combinam com saúde.
Participe. Junte-se a essa rede e mobilize seus amigos,
familiares e colegas de trabalho. Reúna-se nas unidades,
nos hospitais, nas maternidades, nos espaços religiosos
(igrejas, templos, casas de culto e terreiros), nas organizações
não governamentais (ONG's) que estejam mais próximas
de você.
Neste dia organize ou participe de exposições
de fotos, exibição de vídeos,rodas
de conversa, palestras, seminários sobre racismo,
discriminação e intolerância religiosa
e seus impactos na saúde.
Saúde: direito de todos e todas. Dever do Estado
Todos os dias negras e negros têm seu direito a saúde
desrespeitado. A Constituição Brasileira determina
que a saúde é um direito de todas e todos
e um dever do Estado. Por isso, todas as pessoas que trabalham
nos serviços de saúde - nas unidades básicas,
postos de saúde, policlínicas, maternidades
e hospitais -, devem atender você com respeito e dignidade.
É seu direito!
O Brasil é o único país do mundo que
conta com um Sistema Único de Saúde que tem
como princípios a universalidade, a eqüidade,
a integralidade, entretanto, é sabido que alguns
grupos têm seu direito à saúde negado
ou violado devido a cor da sua pele, sua origem, sua condição
social, religião, por ser gay, lésbica, travesti,
por viver com alguma doença ou portar alguma limitação.
O racismo, a discriminação e as intolerâncias
são fatores que influenciam a qualidade de vida e
afetam a situação de saúde das pessoas
e das populações. Para negras e negros brasileiros
nascer, viver, adoecer e morrer tem significados diferentes
e estas diferenças vêm sendo convertidas em
desigualdades injustificadas e evitáveis.
É importante saber que o racismo não é
uma questão de opinião pessoal, ele se reafirma
no dia-a-dia pela linguagem comum, se mantém e se
alimenta pela tradição e pela cultura, influencia
a vida, o funcionamento das instituições,
das organizações e também as relações
entre as pessoas. A sociedade brasileira como um todo deve
se comprometer e trabalhar para alterar esta programação
social. O combate ao racismo é um desafio para todos
e para todas.
Para mudar este quadro é preciso também que
os gestores do setor público, especialmente da saúde,
reconheçam o racismo, a discriminação
e as intolerâncias como determinantes sociais das
condições de saúde; identifiquem os
grupos que, ao longo da história, têm experimentado
desvantagens no acesso aos benefícios das ações
governamentais, para então formular e executar políticas
públicas que eliminem as injustiças e promovam
a efetiva eqüidade na atenção à
saúde.
É seu direito ser atendido com respeito e igualdade.Caso
você tenha sofrido atos de desrespeito, racismo ou
discriminação denuncie.
Diga
não ao racismo, levante essa bandeira!
Onde reclamar pelos seus direitos ou solicitar orientações:
. Nas ouvidorias. Elas existem em setores
públicos e privados e estão abertas para acolher
reivindicações e denuncias. Quem quiser também
pode usar a ouvidoria para acompanhar, avaliar e fiscalizar
os serviços prestados.
. No Ministério Público (MP).
O MP é um órgão autônomo que
tem como missão salvaguardar os direitos coletivos,
dentre eles, o de não ser discriminado(a) em razão
de sua cor/raça/etnia, religião, orientação
sexual ou qualquer outra situação. Em todos
os estados também existe a procuradoria dos Direitos
do Cidadão.
. Nas organizações do movimento social
e de defesa dos direitos humanos.

Contatos:
Ministério Público Federal
http://www.mpf.gov.br
Tel. 61. 3031-5100
Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão
http://www.pgr.mpf.gov.br/pgr/pfdc/
Tel. 61. 3031-6001
Ouvidoria Geral da Saúde
http://www.saude.gov.br
Tel. 61. 3448-8900
Ouvidoria da Seppir (Secretaria Especial de Políticas
de Promoção da Igualdade Racial)
http://www.presidencia.gov.br/seppir
Tel. 61. 3411-4911

Desigualdades raciais na saúde (ano de referencia
2003)
.
Para cada 100 pessoas que morreram 14 não tiveram
a causa de sua morte definida.
. A cada 100 indígenas mortos, 31 tinham menos que
5 anos de idade.
. O risco de morte por doenças infecciosas e parasitarias
foi 60% maior para as crianças pretas e pardas (negras)
com menos de 5 anos quando comparadas às brancas.
. No Brasil 40% das mães dos nascidos vivos referiram
ter feito 7 ou mais consultas de pré-natal. Os menores
percentuais foram observados para mães pretas, pardas
e indígenas.
. No Brasil o risco de uma mulher grávida morrer
em conseqüências de causas maternas é
de 2,5 a 8 vezes maior se comparado ao risco apresentado
para uma mulher que vive em um país desenvolvido.
. A hipertensão arterial durante a gravidez foi uma
das causas mais freqüentes de morte materna, principalmente
entre as mulheres negras.
Situações
como estas podem indicar dificuldades de acesso aos serviços
de saúde, diagnóstico tardio, a baixa qualidade
da atenção oferecida, ausência de tratamento,
inadequação ou ineficiência.
Fonte
dos dados: Brasil. Ministério da Saúde, 2005.
(http://200.214.130.54/svs/)

Mais
informações sobre o Dia de Mobilização
Nacional Pró-Saúde da População
Negra: Secretaria Executiva da Mobilização
(ONG CRIOLA)
Contatos: José Marmo da Silva no (21) 9749-3699,
(21) 2518-7964.
E-mail para mguimar@uol.com.br
e controlesocial@criola.org.br
http://www.mobilizacaosaudenegra.blogspot.com
Realização:
Criola
Rede de Religiões Afro-brasileiras e Saúde
Apoio:
PCRI-Saúde (Programa de Combate ao Racismo Institucional)

Fernanda Lopes
Componente Saúde do Programa de Combate ao Racismo
Institucional
E-mail: f-lopes@dfid.gov.uk;
lopesf@usp.br
Fone: 61.21067568 Fax: 61.21067560
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