Sexo
frágil? Foi-se o tempo...
Pesquisa
do RIOVOLUNTÁRIO revela que mulheres
são
maior número, quando o assunto é voluntariado.
No
Dia Internacional da Mulher, estudo revela mais uma vitória
feminina. Mulheres são maior número, entre
os que resolvem se dedicar a alguma atividade voluntária,
segundo pesquisa feita pela ONG RIOVOLUNTÁRIO.
Entre os 1179 voluntários cadastrados em 2007 na
ONG, 76% eram mulheres, sendo a maioria entre 25 e 34
anos. O estudo ainda confirmou um dado já apontado
por outras pesquisas: maior parte dos voluntários,
51%, tem formação superior completa - apenas
4% dos voluntários cadastrados em 2007 no RIOVOLUNTÁRIO
possuem ensino fundamental.
O
estudo foi feito tendo como base a ficha cadastral do
voluntário na ONG. Além de apontar as mulheres
como maioria entre os voluntários, a pesquisa revelou
também que a alta escolaridade feminina marca presença
no universo voluntário: maior parte das mulheres
tem nível superior, seguida pelas pós-graduadas.
A
análise qualitativa das fichas, além de
apontar mulheres como maior número entre os voluntários
cadastrados, revelou também que as faixas etárias
de adolescentes e maiores de 65 anos ainda representam
pequeno segmento entre os voluntários. Maria Montserrat
da Luz Cobo, Coordenadora do Programa Mãos À
Obra do RIOVOLUNTÁRIO, setor responsável
pelo relacionamento com voluntários, explica que,
em muitos casos, o voluntário da chamada "melhor
idade" é até mais adequado para o desenvolvimento
de determinadas atividades. "Espaço para atuação
da melhor idade, com certeza há... Claro
que é necessário encontrar um espaço
adequado para sua atuação e que atenda aos
seus interesses também. Há tarefas mais
pontuais que podem ser realizadas por eles, como organizar
uma biblioteca, arquivo de documentos, por exemplo",
diz Montserrat.
Para
Leila Sirica, especialista em gênero pela Universidade
Academia Humanismo Cristiano - Santiago de Chile, muitas
iniciativas têm surgido para estimular o aumento
da participação voluntária, não
apenas entre os homens, mas entre outras faixas etárias.
"Muitos projetos não somente integram mulheres
e homens, como também contribuem para a educação
e disseminação do trabalho voluntário
junto ao público infantil e jovem. As instituições
religiosas costumam organizar eventos para toda a família
com bastante freqüência, sendo estas uma excelente
opção para parceria de projetos desta natureza",
explica Leila Sirica.
Mas,
e os homens? Há esperança de que participem
mais de atividades voluntárias? Para a Diretora-Executiva
do RIOVOLUNTÁRIO, Heloisa Coelho, a expectativa
é de que a participação masculina
no voluntariado aumente. Segundo ela, as mudanças
na oferta de trabalho, o surgimento de novas profissões
e até diversificação da oferta de
serviço voluntário são fatores que
podem estimular a participação de homens
no voluntariado. "Novas oportunidades de trabalho
voluntário em áreas tecnológicas,
esportes, empreendedorismo, entre outras atividades, podem
fazer com que o homem se motive mais a atuar como voluntário.
Precisamos de mulheres, de homens, de jovens, idosos:
o Brasil precisa muito de voluntários. Voluntário
não é uma questão de gênero,
voluntário precisa de coração",
diz Heloisa Coelho.